A
notícia
estourou
como
uma
bomba
para
as
operadoras
de
celulares
que
aguardam,
ansiosamente,
a
assinatura
dos
contratos
de
terceira
geração.
A
Anatel
comunicou
hoje
que
cancelou
a
assinatura
dos
contratos
no
dia
10,
como
estava
marcado
inicialmente,
devido
a um
parecer
do
TCU
(Tribunal
de
Contas
da
União)
sobre
a
licitação.
De
acordo
com
o
Tribunal,
a
resolução
publicada
em
98
lhe
dá o
direito
de
acompanhar
o
processo,
o
que
não
foi
feito.
A
questão
gerou
polêmica,
pois,
de
acordo
com
executivos
das
operadoras
móveis,
a
cláusula
dessa
resolução
a
que
o
Tribunal
se
refere
fala
de
concessões,
e
não
de
outorgas
de
freqüências.
O
executivo
de
uma
operadora
desabafa,
dizendo
que
"a
Anatel
nunca
causou
um
atraso
administrativo
como
esse
para
licitações
que
não
contaram
com
recurso
na
justiça.
É só
ver
o
resultado
dos
leilões
de
bandas
C, D
e E
que
aconteceram
e
foram
assinados
sem
qualquer
problema".
O
nervosismo
das
empresas
se
justifica
por
várias
razões.
Em
um
mercado
tão
competitivo
quanto
o
dos
celulares,
qualquer
desalinhamento
pode
provocar
estragos
na
posição
que
cada
uma
ocupa.
Apenas
a
Claro
e a
Telemig
Celular
oferecem
sistemas
de
terceira
geração
ocupando
a
faixa
de
850
MHz.
A
Vivo
e a
TIM
esperaram
pelo
leilão
para
fazer
essa
oferta
na
faixa
de
2,1
MHz.
A
TIM
está
praticamente
instalada,
e a
previsão
de
lançamento
era
no
segundo
trimestre.
Para
a
Vivo
a
questão
é
ainda
mais
crítica,
já
que,
além
da
3G,
a
empresa
também
aguarda
a
assinatura
desse
contrato
para
homologar
o
resultado
do
leilão
de
sobras
de
freqüência
do
SMP,
ocorrido
em
setembro
do
ano
passado
e
cujo
valor
das
licenças
foi
pago
em
dezembro.
A
operadora
necessita
dessas
faixas
para
liberar
seu
espectro
que,
atualmente,
está
muito
congestionado.
A
TIM
e a
Claro
também
adquiriram
licenças
no
leilão
de
sobras
para
complementar
coberturas
em
algumas
áreas
e
reforçar
outras.